terça-feira, 31 de março de 2020

O sabichão da geografia!

O sabichão!

A minha amiga Ana Manta, psicóloga, autora do livro «Motivar os filhos para o estudo» e responsável pelo projeto com o mesmo nome, fez recentemente uma publicação que me fez recuar no tempo cerca de 36 anos e ir ao baú para limpar o pó ao meu jogo de infância,  O Sabichão, da  Majora! Conhecem?

A Ana apresentou este jogo como uma das sugestões que tem feito diáriamente, juntamente com a amiga, comadre e parceira de negócios Ana Varão, para atividades a desenvolver em casa, com os mais pequenos, durante a provação da quarentena. Estas duas Anas são excelentes profissionais e fazem magia quando se trata de desenvolver e potenciar o melhor de cada um. Vale a pena aproveitar as dicas que nos dão e pesquisar no Instagram motivarosfilhosparaoestudo. Recomendo ainda que pesquisem o projeto Red Apple que estas duas super mães têm vindo a desenvolver desde que terminaram as suas licenciaturas.

Mas de regresso aos meus 8, 9, 10 anos!


Ai como me diverti a jogar O Sabichão com o meu pai horas e horas a fio, num roda que roda o sabichão que sabia tudo sobre geografia! Sim, sobre geografia. Naquela altura quer eu, quer o meu pai estávamos absolutamente convencidos que o jogo era só sobre geografia até que:... no dia 31 de março de 2020, em pleno isolamento voluntário face à emergência de saúde pública internacional COVID - 19...dá-se uma descoberta!

Então não é que estivemos todos estes anos convencidos que a caixa do jogo era colada, que apenas existia uma opção de perguntas sobre geografia? Certo é que fiquei a saber tudo o que havia para saber sobre este tema naquela  época em que as três cidades criadas mais recentemente tinham sido Almada, Espinho e Póvoa do Varzim! Mas, verdade seja dita podia ter revisto tanta coisa sobre literatura, e história e astronomia e todas as outras temáticas que existiam nas mais de dez folhas de perguntas por de baixo da de geografia. A sério!


Toda a gente autorizada a dar uma boa gargalhada e eu, que gosto de me rir de mim própria, dou a primeira!


Como queria ter um espelho mesmo à minha frente quando o Sérgio, para meu desespero levantou a folha de perguntas de geografia num gesto que para mim significou (por breves segundos) destruir um jogo com quase 40 anos!

Et voilá! (o francês em homenagem à minha querida amiga Maria Pereira) Além de geografia lá estavam, novas, intactas, nunca antes observadas, as páginas de perguntas de muitos outros temas...

Tempos de sermos positivos, certo? Pois bem, pelo menos o João, com a devida atualização que teremos de ir fazendo face à data da edição da nossa versão do jogo, vai usufruir dele por completo.

O Sabichão que afinal sabe muito mais do que sobre geografia!

segunda-feira, 30 de março de 2020

Ai...o pão da Maria!


A Maria é cheia de ideias, das boas, muitíssimo trabalhadora e envolvente. A Maria faz mil coisas ao mesmo tempo e todas lhe saem bem. A Maria é uma daquelas amigas que depois de se conhecer nunca mais se dispensa e que fica perto nos melhores momentos e nos mais adversos.

Durante a quarentena a Maria descobriu que a mãe já faz pesquisas no You Tube  e que descobriu uma daquelas receitas de pão que além de fácil, adequada a todos mesmo aos que não têm a dispensa carregada de ingredientes estranhos e uma belíssima máquina de pão, é deliciosa!

Maria, "Merci beaucoup pour la traduction et la présentation de cette recette de pain!" 💚

Ingredientes

- 500 gr de farinha (continuamos a utilizar a farinha branca de neve)

- 350 ml de água (para quem não tiver o medidor adequado converta aqui)

- 7 gr de sal (recomendo reduzir um pouco ao sal para uma receita saborosa mas mais saudável e, já agora, cá em casa utilizamos sal marinho)

- 5 gr de fermento em pó (cá em casa utilizo este desde sempre)

- 2 colheres de sopa de oleo (confesso que na minha versão não utilizei o oleo)

Preparação

Colocamos a farinha, a água, o sal e o fermento dentro de uma taça e misturamos envolvendo todos os ingredientes.

Uma vez envolvidos os ingredientes polvilhamos uma superfície lisa com farinha e trabalhamos a massa durante cerca de 5 minutos com as mãos. Moldamos uma pequena bola e colocamos a levedar, envolvida por um pano, num sítio sem luz e sem corrente de ar, durante 30 minutos.

Volvidos 30 minutos dividimos a pequena bola em dois e voltamos a deixar repousar, por mais 30 minutos, envolvidas por um pano, as duas pequenas bolas e uma vez mais num sítio sem luz e sem corrente de ar.

Na receita original faz-se uma cruz na massa de pão mesmo antes de a colocar no forno mas eu, porque foi assim que aprendi quando ainda nem tinha acabado o primeiro ciclo, fiz uma cruz nas duas pequenas bolas e antes dos últimos 30 minutos a levedar.

As duas pequenas bolas vão ao forno, cerca de 30 minutos, cobertas por duas taças de vidro próprias para altas temperaturas a 230 graus.

O pão que agora é da Maria é delicioso e a receita original podem encontrá-la aqui!



Os scones da minha amiga Ana Teresa!

A Ana Teresa é a melhor cozinheira que eu conheço.

Nunca comi um Tiramissu tão bom como o dela (nem mesmo em Itália), nunca provei brigadeiros mais macios e saborosos, nunca uma bifana me soube tão bem, nunca mais repeti crepes de salmão que me ficassem na memória como os dela, nunca e nunca mais nada foi tão, tão, tão...delicioso como o que provei preparado por ela.

Tudo o que a Ana Teresa cozinha vem para a mesa com a alma que é dela, carregado de brilho e emoção, com sabores únicos e inesquecíveis.

A Ana Teresa é a melhor cozinheira que eu conheço e ponto final.

Cá em casa já há uns anos largos que gostamos de preparar a receita de scones que a Ana Teresa nos ensinou e que, depois de aprendermos a fazê-los com amor e todos os segredos, ficam sempre uma delicia.

Temos aproveitado o tempo da quarentena, quase todo o que não é dedicado ao teletrabalho, para cozinhar e ensinar o mini João a cozinhar e estes scones especiais são regulares para os nossos lanches aquecidos com chás variados.

Ontem o João escolheu um chã de hortelã-pimenta que compramos no Cantinho das Ervas Aromáticas e preparou os scones da Ana Teresa.

Ingredientes

- 280 gr de farinha com fermento (costumamos utilizar a farinha branca de neve fina)

- 1 colher de sopa de margarina (normalmente utilizamos a becel original)

- 6 colheres de sopa de leite (normalmente utilizamos o leite magro da mimosa)

- 3 colheres de sopa de açúcar (habitualmente utilizamos açúcar amarelo ou mascavado)

- 1 ovo

- 1 colher de café de sal

Preparação

Juntamos todos os ingredientes rapidamente (e rapidamente é o segredo principal) apenas para ligar.

Cá por casa costumamos juntar os ingredientes utilizando uma colher de pau mas é possível, se preferirem utilizar a batedeira elétrica.

Depois dos ingredientes todos ligados polvilhamos uma superfície lisa com farinha e colocamos a massa estendendo-a em forma de rolo.

Cortamos pequenos pedaços e colocamos no forno pré aquecido a 180º graus onde cozem cerca de 20 a 30 minutos.

É um lanche delicioso e que nos enche de conforto!

Cá por casa adoramos comer os scones com compota e com manteiga.

Não percam tempo. Todos para a cozinha!


Acredito em nós!

Sou uma pessoa positiva e cheia de fé.

Tenho fé que vamos conseguir, todos juntos, ganhar ao vírus e reerguer o nosso país. Tenho fé que somos genuinamente solidários e disponíveis uns para os outros e que estaremos unidos porque é necessário; tenho muita fé em nós, portugueses, e no nosso país. 

Tenho fé apesar de acreditar que não cantaremos liberdade antes de volvidos pelo menos mais dois meses e ainda assim será uma liberdade parcial, contida, regulada, mais coletiva do que individual.

Uma amiga escreveu-me há uns dias e disse: "Para uma geração que viveu a revolução de fraldas o dia da libertação desta pandemia será um dia histórico!". E vai ser! Vamos recordar para sempre esta difícil provação que para a nossa geração é, seguramente a primeira que vivemos comum a todos.


Fazendo fé no que escrevem os mais entendidos, este vírus ainda não é controlável, ainda não é suficientemente conhecido. Investigadores e médicos precisam de tempo e de casos que lhes permitam encontrar o caminho para o eliminar e nos fazer reiniciar a vida exatamente no ponto onde a deixamos (se reencontrarmos o ponto exato!).

Mais gente vai padecer,  mais gente vai  viver depois da doença, mais gente dará os exemplos para que se descubra, finalmente, a forma de nos livrarmos de vez desta provação. Vai demorar. Até lá aprendemos, vivemos uma vida nova que não sabíamos ser possível viver.

Não é politicamente correto mas tenho pouca fé na União Europeia e muita fé em Portugal e nos portugueses. Por isso acredito que o nosso país, com a determinação dos tempos idos e a sabedoria inocente que nos caracterizou sempre, vai reerguer-se, com sofrimento, com custo mas um dia voltará a ter a luz de sempre!


Dois meses…pelo menos dois meses e talvez não seja para voltarmos à vida tal como a conhecíamos mas será a nossa vida e, como a esta, lá nos adaptaremos, lá iniciaremos o processo de aprendizagem, lá estabeleceremos as nossas metas e com a determinação de sempre, lá trabalharemos para alcançarmos o melhor de nós.


Sejamos pacientes, tenhamos fé, é hora de sermos capazes de sofrer e ainda assim encontrarmos o caminho da felicidade.


Acredito em nós!