Tenho fé que vamos conseguir, todos juntos, ganhar ao vírus e reerguer o nosso país. Tenho fé que somos genuinamente solidários e disponíveis uns para os outros e que estaremos unidos porque é necessário; tenho muita fé em nós, portugueses, e no nosso país.
Tenho fé apesar de acreditar que não cantaremos
liberdade antes de volvidos pelo menos mais dois meses e ainda assim será uma liberdade parcial, contida, regulada, mais coletiva do que individual.
Uma amiga escreveu-me há uns dias e disse: "Para uma geração que viveu a revolução de fraldas o dia da
libertação desta pandemia será um dia histórico!". E vai ser! Vamos recordar para sempre esta difícil provação que para a nossa geração é, seguramente a primeira que vivemos comum a todos.
Fazendo fé no que escrevem os mais entendidos, este vírus ainda não é controlável, ainda não é suficientemente conhecido. Investigadores e médicos precisam
de tempo e de casos que lhes permitam encontrar o caminho para o eliminar e nos fazer reiniciar a vida exatamente no ponto onde a deixamos (se reencontrarmos o ponto exato!).
Mais gente vai padecer, mais gente vai viver depois da doença, mais gente dará os exemplos para que se descubra, finalmente, a forma de nos livrarmos de vez desta provação. Vai demorar. Até lá aprendemos, vivemos uma vida nova que não sabíamos ser possível viver.
Dois meses…pelo menos dois meses e talvez não seja para
voltarmos à vida tal como a conhecíamos mas será a nossa vida e, como a esta, lá nos adaptaremos, lá iniciaremos o processo de aprendizagem, lá estabeleceremos as nossas metas e com a determinação de sempre, lá trabalharemos para alcançarmos o melhor de nós.
Sejamos pacientes, tenhamos fé, é hora de sermos capazes de
sofrer e ainda assim encontrarmos o caminho da felicidade.
Acredito em nós!

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